Meditação com Runas – Is, a Runa do Gelo

Is ou Isa é uma runa associada ao gelo. Para os povos nórdicos, o gelo era a principal força a vencer. Os deuses e os gigantes do gelo lutavam durante todo o ano. Isso representava a mudança das estações. Os deuses controlavam a primavera e o verão e os gigantes o outono e o inverno. O outono marcava a aproximação dos gigantes e o inverno a batalha entre deuses e gigantes, que terminava com a vitória dos deuses nos primeiros raios de sol da primavera.

Aos humanos, cabia apenas esperar o final da batalha.

E é sobre isso que a runa Is trata: a espera.

Apesar de ser um momento difícil, os versos do poema rúnico associados à runa Is procuram deixar uma imagem positiva:

O gelo é frio e escorregadio: ele cintila como uma joia e brilha como um cristal. O campo coberto de gelo é bonito de se ver.”

(tradução de Mirela Faur)

Na nossa vida particular, Is representa um momento onde nada podemos fazer, pois a decisão e a ação está nas mãos outros. Os deuses estão lutando contra os gigantes de gelo e só nos resta torcer pela sua vitória.

É o equivalente do arcano 12 do Tarot, O Enforcado, mas com menos peso. No Tarot o personagem está resignado e aceita a sua sorte, considerando-a inevitável. A runa Is entretanto coloca que podemos esperar pelo melhor, já que com a chegada da primavera o gelo se derreterá e aí, então poderemos agir.

O Enforcado

Meditação

A meditação proposta para esta runa tem a função de acalmar a ansiedade da espera e evitar ações que podem nos prejudicar, pois, ao apressarmos as coisas, poderemos, como o Enforcado, meter os pés pelas mãos.

Ela será útil em várias situações, como por exemplo, a espera de um resultado de um processo judicial, o tempo para um trabalho ficar pronto, o tempo que resta até recebermos o salário e até quando nossx parceirx nos pede “um tempo”.

Note que não se procura magicamente trazer uma resposta positiva, mas apenas acalmar nosso coração diante do fato de que existe um tempo certo para que as coisas aconteçam, nem nos resignarmos a uma dor inevitável, pois quando a primavera chegar podermos agir: questionar o advogado, verificar o andamento do trabalho ou retomar o relacionamento.

Feche os olhos. Imagine-se num campo arado onde você está jogando sementes de trigo. Ao término do trabalho, recolhe-se em sua casa, onde, na sala há poltrona confortável ao lado de uma lareira, por enquanto apagada. Da janela, você pode ver o seu campo. Olhe para o céu, você nota que o estão se formando nuvens e que o tempo começa a esfriar. Coloque lenha na lareira e a acenda. Olhe novamente a janela: o campo está coberto de neve. Sente-se na poltrona. Na poltrona você observa um calendário. Imagine as trocas das páginas percorrendo todo o outono e o inverno (ou o tempo necessário para que a ação que está esperando ocorra). No primeiro dia da primavera, você se levanta da cadeira e vai até a janela. Vê no céu um sol brilhante e vê o gelo derretendo e a água penetrando no solo.

Você vê o trigo brotando da terra e crescendo até se tornar uma planta adulta pronta para a colheita.

Abra os olhos.

A sensação resultante deve ser uma calma livre de inquietações.

Repita meditação sempre que alguma inquietação volte a aparecer.

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